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09 abril, 2011

Aves Galináceas

Aves Galináceas

Os galináceos (Galliformes) constituem uma ordem de aves muito diversa que integra 61 géneros e 215 espécies, que inclui animais domésticos como a galinha ou o peru e espécies cinegéticas como as perdizes e faisões. As aves galiformes têm distribuição cosmopolita e ocupam uma enorme variedade de habitats.

Os galináceos são aves de pequeno a médio porte, pesando entre cerca de 250 g até 10 kg, robustas e com asas pequenas e arredondadas. A sua plumagem é bastante variada, podendo ser baça ou muito colorida. Muitas espécies apresentam ornamentação na cabeça, que pode incluir papos e cristas coloridas. O dimorfismo sexual é comum e nalgumas espécies pode ser extremo. O tamanho e tipo de cauda é também bastante diversos no grupo, variando entre a quase inexistência a cerca de um metro de comprimento no caso do pavão.


Galinhas e Galos

A galinha, bem como o galo, são respectivamente a fêmea e o macho da espécie Gallus gallus domesticus de aves galiformes e fasianídeas. Os juvenis são chamados de frangos, e os filhotes, de pintos, pintainhos ou pintinhos. Estas aves possuem bico pequeno, crista carnuda e asas curtas e largas. A galinha tem uma enorme importância para o homem sendo o animal doméstico mais difundido e abundante do planeta e uma das fontes de proteína maisbaratas. Além de sua carne, as galinhas fornecem ovos. As penas também têm utilizações industriais. Segundo dados de 2003, há cerca de 24 bilhões de galinhas no mundo. Em alguns países da África moderna, 90% dos lares criam galinhas. As galinhas são aves omnívoras, tendo preferência por sementes e pequenos invertebrados.
As galinhas são uma importante fonte de alimento há séculos. As primeiras referências a galinhas domesticadas surgem em cerâmicas coríntias datadas do século VII a.C. A introdução desta ave como animal doméstico surgiu provavelmente na Ásia, de onde é nativo o galo-banquiva (Gallus gallus). Apesar de os romanos terem desenvolvido a primeira raça diferenciada de galinhas, os registros antigos mostram a presença de aves selvagens asiáticas na China desde 1400 a.C. DaGrécia Antiga, as galinhas espalharam-se pela Europa e os navegadores polinésios levaram estes animais em suas viagens de colonização pelo oceano Pacífico, incluindo a Ilha da Páscoa. A proximidade ancestral com o homem permitiu o cruzamento destinado à criação de diversas raças, adaptadas a diferentes necessidades.

Brahma

Ficheiro:Brahma (rasa kur) kogut - 980.jpg

Ficheiro:Brahma chicken.JPG

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Ficheiro:Buff Brahma bantam at poultry show.jpg

Carijó


Catalana-Del-Prat

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Legorme

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Welsumer

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Galinha-Caipira

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Galinha-d'Angola

Ficheiro:Numida meleagris.jpg


Galinha-Arrepiada





Galinha-Sedosa-do-Japão



Galinha-do-Mato

A Galinha-do-mato (Formicarius colma) é uma espécie de ave da família Formicariidae. Também conhecida por "capota", nomeadamente em Angola.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname, Angola e Venezuela.
Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude.




Galo-da-Serra

Ocorre em regiões montanhosas e florestais do extremo Norte do Brasil, Amazonas, Pará, Roraima, regiões sul e sudoeste da Guiana, sul da Venezuela, Suriname e Guiana Francesa e leste da Colômbia. Chegam a medir até 28 cm de comprimento; os machos possuem exuberante plumagem alaranjada, uma proeminente crista em forma de meia-lua que cobre o bico. As fêmeas, por sua vez, possuem plumagem marrom-escura com crista menos evidente. Também são conhecidos pelos nomes de galo-da-rocha e galo-da-serra-do-pará.
Vive e habita as florestas escarpadas entrecortadas por igarapés e pequenos cursos d´água.
O ritual para a escolha dos pares é um espetáculo extraordinário. Na época reprodutiva os machos se agregam formando os leks. As arenas, local onde os machos fazem displays, são compostas por pequenas clareiras que são abertas involuntariamente por eles, durante as exibições individuais. Os machos descem para as clareiras onde são feitos os cortejos e as exibições não ocorrem ao mesmo tempo, devendo haver alguma hierarquização entre eles que determina quem é o primeiro. Não ocorre exibição de mais de um macho ao mesmo tempo. As fêmeas têm aparições relâmpagos e a presença delas determina o ritmo de atividade dos machos. O macho que se apresenta, salta alternadamente em circulo, em sentido horário emitindo fortes chamados e exibe as penas da cauda e as filigranas para a fêmea que o assiste. Quando a fêmea "simpatiza" com o macho que se exibe, rapidamente ela desce até a clareira e é copulado por ele, evento que ocorre em fração de segundos, então a fêmea parte. Nem sempre os machos, que são polígamos, se exibem com sucesso cortejando a fêmea.
A fêmea bota 1 a 2 ovos brancos com pintas marrons. O ninho em forma de tigela é feito de lama, gravetos, fibras vegetais e resina vegetal, instalado em fendas úmidas de penhascos rochosos e entradas de grutas, geralmente localizados próximo a um curso d'dágua. O macho não tem participação na construção do ninho, na incubação dos ovos e nem na alimentação da prole.
Sua dieta é principalmente a base de frutas e com isso desempenham um papel importante na dispersão das sementes de várias espécies de árvores florestais, principalmente nos locais onde são feitas os cortejos pré-nupciais e nos ninhos. Além de frutos, ele inclui na dieta insetos e pequenos vertebrados, principalmente na alimentação dos filhotes no ninho.
Os predadores naturais do galo-da-serra incluem as seguintes espécies: gavião-de-penacho (Spitzaetus ornatus), uiraçu-falso (Morphnus guianensis), gavião-pomba-da-Amazônia (Leucopternis albicollis), gavião-preto (Buteogallus urubitinga), gavião-bambachinha-grande (Accipiter bicolor), gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), onça-pintada (Panthera onca), puma ou suçuarana (Puma concolor), jaguatirica (Leopardus pardalis) e a cobra Boa constrictor. Os galos-da-serra constituem alvos fáceis de predadores terrestres quando estão no solo da mata, cortejando fêmeas. Já predadores aéreos como os gaviões costumam atacá-los nas imediações das arenas.

Ficheiro:Guianan Cock-of-the-rock (Rupicola rupicola).jpg

Peru

Peru é o nome comum dado às aves galiformes da espécie Meleagris gallopavo com variantes selvagens e domesticadas, originária da América do Norte e aparentadas com os faisões.
O nome peru tem sua origem provavelmente do topônimo Peru, por acreditar-se no século XVI que era dali que se exportava a ave para Portugal; além do mais, no Portugal do século XVI, segundo relata José Pedro Machado, a fama do Peru era tal que,metonimicamente, entre os portugueses, passa a significar a América espanhola.
O peru é uma ave que se alimenta de grãos e insetos. Tanto o macho como a fêmea tem a cabeça e o pescoço descoberto de penas. Geralmente suas penas têm coloração preta, castanha ou até mais clara. Somente o macho possui um apêndice carnoso sob o bico chamado carúnculas. Medem até 1,17 m de altura.
Originário da América do Norte foi levado para a Europa em 1511. O peru selvagem foi domesticado pela primeira vez no México há mais de mil anos, mas, no começo do século XX, havia desaparecido em grande parte dos Estados Unidos. Nos últimos anos o peru começou a ser reintroduzido a seu lugar de origem com aparente sucesso.
Em estado selvagem vivem em grupos de até 20 aves em lugares próximos a árvores. Normalmente caminham, mas também podem voar. Perus selvagens pesam de 8 a 10 kg o macho e de 4 a 5 a fêmea. Mas quando domesticados podem chegar a pesar mais de 15 kg. Isto se deve a processos de seleção e uma alimentação própria para aumentar o rendimento de carne para o consumo humano.
Para cortejar uma fêmea o macho atrai aquela com um som característico e levanta suas plumas da cauda. A fêmea põe de 8 a 15 ovos num ninho feito com a vegetação, incubando de 25 a 30 dias, nascendo os filhotes que se alimentam por sua própria conta mas tem a proteção da mãe.
Atualmente a criação de peru doméstico é uma indústria em grande escala tanto na América quanto na Europa, sendo um dos pratos preferidos no Natal e no dia de ação de graças nos Estados Unidos.

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Ficheiro:Female wild turkeys.jpg

Ficheiro:Peru macho.JPG

Peru-de-Portugal

Ficheiro:Turkey bird 20070326.jpg

Perdiz-Cinzenta

A perdiz-cinzenta (Perdix perdix) é uma ave cinegética da família Phasianidae (faisões), da ordem Galliformes, ou galináceos. No Norte de Portugal e na Galiza também é conhecida por charrela.
É a espécie mais comum da sua família, e existe da Europa até a Ásia, estando presente no Norte da Península Ibérica. É completamente terrestre, sendo possível encontrá-la em terreno aberto, especialmente em terrenos cultivados com sebes. Tem a cabeça cor-de-laranja e o corpo castanho acinzentado, ao levantar mostra uma grande cauda ferrugínea. Os machos apresentam uma mancha ventral escura acastanhada, e as fêmeas uma mancha de cor igual, mas geralmente mais pequena.
Outrora presente nalgumas serras do extremo norte de Portugal, não se sabendo ao certo a data do seu desaparecimento do território nacional. Todavia e, pelo menos até aos anos noventa os serviços florestais largavam alguns indivíduos na zona do Barroso e Bragança. Subsistem ainda algumas populações nas serras galegas a norte da Serra de Montesinho, nomeadamente nas proximidades de Sanábria (Zamora).

Ficheiro:Perdix perdix (Marek Szczepanek).jpg

Perdiz-Vermelha

A perdiz-vermelha ou perdiz-comum (Alectoris rufa) é uma cinegética da família Phasianidae (faisões), da ordem Galliformes, ou galináceos. A perdiz-vermelha ocupa habitats algo variado, incluindo searas. É uma ave gregária que vive em grupos.
Habita em toda a Península Ibérica, sobretudo a sul, e encontra-se no sul da França e no médio oriente.
É uma espécie muito caçada, principalmente na Península Ibérica.

Ficheiro:AlectorisRufa.jpg

Faisões

Faisão é uma ave galiforme de corpo robusto e pernas e asas curtas. O grupo inclui diversos gêneros e espécies, muito delas cinegéticas.
Todas as espécies de faisão apresentam forte dimorfismo sexual, sendo o macho maior e mais colorido que a fêmea. Os machos têm também longas penas posteriores, que se assemelham a uma cauda. As fêmeas incubam os ovos e tratam das crias sozinhas.
Um faisão pode viver até vinte anos. Na natureza ele se alimenta de frutas, raízes, insetos, folhas e verduras. O faisão torna-se maduro sexualmente aos um ou dois anos, dependendo da espécie. Nas condições climáticas brasileiras, ele se reproduz de setembro a dezembro, atingindo o pico máximo em outubro. Em cada postura o número de ovos varia de 15 a 30. O período de incubação é de 22 a 27 dias, variando a espécie.
Os ovos e outros pratos de faisão são muito apreciados, mas de alto valor, rondando os 40€ por pessoa.

Faisão-Comum

Ficheiro:Male and female pheasant.jpg

Faisão-do-Nepal

Ficheiro:Monal I IMG 4002.jpg

Pavão

Chama-se pavão a aves dos géneros Pavo e Afropavo da família dos faisões (Phasianidae). Os pavões preferem alimentar-se de insetos e outros pequenos invertebrados, mas também comem sementes, folhas e pétalas. Os pavões exibem um complicado ritual de acasalamento, do qual a cauda extravagante do macho tem um papel principal. As características da cauda colorida, que chega a ter dois metros de comprimento e pode ser aberta como um leque, não têm qualquer utilidade quotidiana para o animal e são um exemplo de seleção sexual. Quando o processo é bem sucedido, a pavoa põe entre 4 a 7 ovos, que chocam ao fim de 28 dias.
A cauda dos pavões gerou o interesse de várias culturas, pela sua exuberância de cores e beleza das penas, e justificou a sua criação em cativeiro. Já foram criadas diversas variedades por seleção artificial que apresentam plumagem branca, negra, púrpura, entre outras cores.
Na América do Sul, principalmente no Brasil, há uma espécie de pavão raro e em extinção; ela possui a plumagem loira, e é muito cobiçada por sua raridade e beleza.
No acasalamento da espécie sul americana, sempre há uma competição dos machos pelas fêmeas, já que nessa espécie há mais machos. Por esse motivo, a espécie esta em extinção.




Pavão-Albino




Aracuãs

Ortalis é um género de aves galliformes, com doze espécies, sendo encontrados principalmente na América do Sul e Central, entretanto, uma espécie, Ortalis vetula, alcança o Texas, América do Norte. No Brasil recebem o nome popular de aracuã; nos Estados Unidos da América, México e outros países da América Central são chamados de Chachalacas.
Os aracuãs têm entre 42 e 53 cm de comprimento, sendo as menores aves da família Cracidae. O seu aspecto geral é semelhante a um faisão, com asas arredondadas e cauda relativamente longa. As patas são relativamente curtas e amarelas. A plumagem é baça, em tons de marron e cinzento, com a barriga mais clara, muito semelhante em todas as espécies. A zona da face é desprovida de penas e acinzentada, enquanto que a área da garganta apresenta uma pequena mancha vermelha. São aves gregárias, que podem ser encontradas em grupos familiares muito barulhentos. O seu canto é semelhante a um carcarejo.

Aracuã-das-Américas

Ficheiro:Ortalis vetula Kyoto.jpg

Aracuã-Colombiano

Ficheiro:Rvchachalaca102.JPG

Aracuã-do-Pantanal



O aracuã-do-pantanal (Ortalis canicollis) é uma espécie de ave da família Cracidae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Os seus habitats naturais são: florestas secas tropicais ou subtropicais e florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude.

Ficheiro:Ortalis canicollis01.jpg

Jacus

Os jacus são aves de grande porte, que podem atingir 85 cm de comprimento. A cauda é longa e arredondada, bem como as asas. O pescoço é relativamente longo e termina numa cabeça pequena. A pele em torno dos olhos está exposta e tem uma cor azulada, na maioria das espécies. Os jacus têm um papo vermelho e saliente na zona da garganta. A plumagem é uniforme e escura, em geral preta (ou uma cor 'chumbo')e com um aspecto escamado. Este efeito é produzido pelas penas do dorso e peito, que são debruadas a branco. As generalidades dos jacus têm patas avermelhadas.

Montagnii

Ficheiro:Andean Guan (Penelope montagnii).jpg

Jacupemba



O jacupemba (Penelope superciliaris) é uma ave craciforme da família dos cracídeos, que ocorre do Sul do estado brasileiro do Amazonas ao estado do Rio Grande do Sul e Paraguai. Vive em matas, capoeiras, cerrados e caatingas, chagando a medir até 55 cm de comprimento, com a barbela nua e vermelha, mais proeminente no macho, topete rudimentar, plumagem das asas com bordas ferrugíneas, peito esbranquiçado e iris vermelha. Também é conhecido pelos nomes de jacupeba, jacupema e jacu-velho.
No Jardim Botânico do Rio de Janeiro, jacupembas livres podem, facilmente, serem vistas a pequena distância, alimentando-se no gramado.

Ficheiro:Penelope superciliaris-2.JPG

Jacu-de-Spix



O jacu-de-spix (Penelope jacquacu) é uma espécie de ave da família Cracidae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Venezuela.
Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude.

Ficheiro:Penelope jacquacu - Spix-Guan - Spix's Guan.jpg

Jacuguaçu



O jacuguaçu ou jacuaçu (Penelope obscura) é uma ave da família dos cracídeos, que habita a Mata Atlântica no Brasil, nas regiões Sudeste e Sul do país. Sua área de distribuição estende-se também à Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Prefere matas de montanha, especialmente na região Sudeste do Brasil.
Parece vagamente um pavão - daí seu nome castelhano de pava de monte - pelo tamanho e pelo corpo e pescoço alongados - que facilitam o seu acesso aos frutos, já que lhe permitem introduzir o corpo e/ou a cabeça entre a ramagem - mas distingue-se do pavão pela ausência de cauda longa, de plumagem brilhante, e de dimorfismo sexual acentuado. Possui barbelas pouco desenvolvidas, não tendo crista, e uma plumagem basicamente escura, entre o preto e o marrom. Tem olhos vermelhos Distingue-se da sua párente próxima, a jacupemba,Pernelope supercilliaris, por ser maior e possuir patas de cor escura, puxando para o cinza (daí o seu nome científico) enquanto a jacupemba é menor (55 cm.) e possui patas avermelhadas.
Mede aproximadamente 73 cm, alimentam-se de frutos, folhas e animais invertebrados. Apesar de seu porte, voa e se esgueira agilmente entre a densa vegetação das copas das árvores. Vive em pequenos bandos familiares (casal e filhotes). Sua vocalização consiste em sons peculiares, semelhantes a grasnidos e ao cacarejo de forma intermitente. Apesar do tamanho, possui vôo silencioso, deslocando-se de manhã e no final da tarde na copa de árvores em busca de frutos de espécies nativas, como a jabuticaba, a pitanga, o palmito e a embaúba (Cecropia spp.) ou mesmo exóticas, como o jamelão ou o caqui, atuando como um importante dispersor de sementes, mesmo em florestas secundárias. Caminham longas distâncias na floresta e freqüenta pomares em bordas de mata. Pode vir a alimentar-se no chão e também danificar hortas ao alimentar-se de hortaliças cultivadas. Esta capacidade de adaptação é que parece ter preservado a espécie, que é ainda relativamente abundante no Sudeste do Brasil, mesmo fora do sistema de unidades de proteção, enquanto outras espécies da guilda regional de cracídeos - o mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii) e a jacutinga (Pipile jacutinga) - encontram-se extintas fora de algumas poucas áreas protegidas. Empoleiram-se facilmente nos ramos mais finos, apesar do tamanho. É espécie cinegética, sendo atraído pelo caçador através de um pio de madeira específico.


Ficheiro:Penelope obscura3.jpg


Jacutinga



A Jacutinga (Pipile jacutinga), é uma ave da família dos cracídeos de ocorrência na Mata Atlântica no Brasil, mede cerca de 75 cm, alimenta-se de frutos e alguns invertebrados; sendo até as décadas de 1950 e 1960, relativamente comum nesse habitat. O desmatamento e a caça predatória reduziram drasticamente as suas populações, sendo atualmente uma espécie em via de extinção. Diversos programas de reprodução em cativeiro têm sido bem sucedidos, com a reintrodução sistemática dessas aves na natureza. Essa ave efetua migrações altitudinais, acompanhando a frutificação de diversas árvores da floresta, principalmente as dos palmiteiros; sendo que, a exploração predatória dessa palmeira, cujos frutos são um dos principais alimentos da Jacutinga, também tem contribuído para a sua decadência populacional.

Ficheiro:Aburria jacutinga -Parque das Aves-8.jpg



Jacutinga-de-Garganta-Azul



A Jacutinga-de-garganta-azul (Pipile cumanensis) é um cracídeo encontrado na América do Sul. Alguns taxonomistas a inclui no gênero Aburria.

Ficheiro:Pipile cumanensis.jpg

Mutum

O termo mutum é a designação comum às aves galiformes da família dos cracídeos, florestais, dos gêneros Crax e Mitu, sendo várias espécies dessas aves ameaçadas de extinção. Tais animais possuem uma plumagem geralmente negra, com topete com penas encrespadas ou lisas e bico com cores vivas.

Mutum-do-Sudeste



O mutum-do-sudeste ou mutum-de-bico-vermelho (Crax blumenbachii) é um mutum que habita estritamente as florestas do Sudeste do Brasil, estando ameaçado de extinção. Tais aves chegam a medir até 84 cm de comprimento, sendo que os machos possuem plumagem escura, bico com base vermelha sem carúncula maxilar, abdome branco e pernas negras.

Ficheiro:Crax blumenbachii (male).jpg

Mutum-de-Penacho

Ficheiro:Nacktgesichthokko Zoo Berlin 1.jpg

Ficheiro:Crax fasciolata -Parque das Aves-8.jpg

Mutum-Cavalo

Ficheiro:Mitu tuberosa Whaldener Endo.jpg


Mutum-Fava



O mutum-de-fava (Crax globulosa) é um mutum encontrado no alto Amazonas, Bolívia e Colômbia. Tais aves chegam a medir até 82 cm de comprimento, sendo que apenas o macho possui uma grande carúncula vermelha na base da maxila e dois lobos na base da mandíbula. Também são conhecidos pelos nomes de mutum-açu, mutumboicinim, mutum-de-assobio, mutum-de-assovio, mutum-de-fava e mutum-piuri.

Ficheiro:Wattled Curassow Crax globulosa Bird 1400px.jpg



Mutumporanga



O mutumporanga (Crax alector) é um mutum encontrado no estado brasileiro do Amapá ao rio Negro, bem como na Colômbia, Venezuela e Guianas. Tais aves chegam a medir até 95 cm de comprimento, com plumagem negra, abdome e crisso brancos e bico com base variando do amarelo ou vermelho. Também são conhecidas pelo nome de mutum-do-cu-branco.

Ficheiro:Crax alector (Rio Zoo).jpg

Uru

O uru (Odontophorus capueira) é uma ave galiforme da família dos odontoforídeos, florestal. A espécie é encontrada do Ceará ao Rio Grande do Sul e no Sudeste do Mato Grosso do Sul, no Paraguai e na Argentina. Chega medir até 24 cm de comprimento, topetudo, com as partes superiores castanhas com estrias escuras, região perioftálmica vermelha e partes inferiores cinzentas. Também é conhecida pelo nome de capoeira.

Ficheiro:Odontophorus capueira back.jpg


Uru-do-Campo

O uru-do-campo (Colinus cristatus) é uma espécie de ave da família Odontophoridae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Aruba, Brasil, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Antilhas Holandesas, Nicarágua, Panamá, São Vicente e Granadinas, Suriname, Venezuela e Ilhas Virgens Americanas.
Os seus habitats naturais são: matagal árido tropical ou subtropical, campos de gramíneas de baixa altitude subtropicais ou tropicais sazonalmente úmidos ou inundados, e florestas secundárias altamente degradadas.

Ficheiro:Colinus cristatus -Curacao, Netherlands Antilles-8a.jpg

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